
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que apura possíveis irregularidades no INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Logo após a votação, o clima esquentou no plenário. Parlamentares da base governista se dirigiram à mesa diretora para contestar o resultado, dando início a um momento de tensão que evoluiu para empurra-empurra e troca de acusações. Houve registro de socos, mas ninguém ficou ferido. Diante do cenário, a sessão precisou ser interrompida temporariamente antes de ser retomada minutos depois.
Entre os envolvidos na confusão estavam o deputado Rogério Correia (PT-MG), o relator da comissão Alfredo Gaspar (União-AL), além dos deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Após a retomada dos trabalhos, os parlamentares continuaram a se pronunciar até o encerramento da sessão.
Além da quebra de sigilo de Lulinha, a CPI aprovou a convocação de Gustavo Gaspar, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestar esclarecimentos. Também foi autorizada a quebra de sigilo bancário e fiscal do próprio Banco Master, dentro do conjunto de requerimentos analisados na reunião.
O nome de Fábio Luís passou a ser citado por parlamentares da oposição após reportagens indicarem que ele teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. De acordo com o relator Alfredo Gaspar, a decisão pela quebra de sigilo foi fundamentada na existência de mensagens interceptadas que levantam suspeitas de que o filho do presidente pudesse atuar como “sócio oculto” de Antônio Camilo.
Segundo o relator, em uma das mensagens, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil direcionado à empresa de Roberta Luchsinger, Antônio Camilo teria afirmado que o valor seria para “o filho do rapaz”, referência que, segundo a interpretação apresentada na comissão, apontaria para Fábio Luís.
A investigação segue em andamento e novos depoimentos devem ocorrer nas próximas semanas.
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