
O Tribunal Superior Eleitoral marcou para a próxima quinta-feira (26/3) o julgamento que pode validar a federação partidária União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP). O pedido está sob a relatoria da ministra Estela Aranha.
Para que a federação tenha validade nas eleições de 2026, a aprovação precisa ocorrer até o dia 4 de abril. Caso seja confirmada pelo TSE, a União Progressista poderá se tornar a maior força partidária do país.
As duas siglas projetam que a federação terá direito a cerca de R$ 900 milhões do fundo público destinado ao financiamento de campanhas eleitorais, o chamado fundo eleitoral.
Apesar da expectativa nacional, a aliança enfrenta resistências internas. O deputado federal Mendonça Filho enviou um ofício ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, solicitando o cancelamento da federação com o PP. Segundo o parlamentar, existem conflitos regionais que podem comprometer a organização dos partidos para as eleições de 2026.
De acordo com Mendonça Filho, a federação enfrenta dificuldades mesmo antes da validação oficial. “A federação sequer foi referendada pelo TSE e já agoniza em meio a entraves regionais, conflitos e indefinições em vários estados, inclusive em Pernambuco”, afirmou.
Para o deputado, esse cenário pode prejudicar a organização eleitoral das legendas, dificultar a formação de chapas competitivas e colocar em risco a estabilidade partidária.
A definição final agora depende da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que avaliará se a federação entre União Brasil e Progressistas atende aos requisitos legais para vigorar no país.



