
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira, 20 de janeiro, a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. A decisão do magistrado libera o encontro para a próxima quinta-feira, dia 22, no período entre 8h e 10h, seguindo as regras de visitação estabelecidas pelo sistema prisional do Distrito Federal.
Bolsonaro está preso após condenação definitiva a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, qualquer visita ao ex-chefe do Executivo depende de autorização expressa do Supremo Tribunal Federal, responsável pela execução penal do caso.
A visita de Tarcísio de Freitas ocorre em um momento político sensível. O governador de São Paulo construiu sua trajetória política nacional como aliado próximo de Bolsonaro e integrou o primeiro escalão do governo federal ao comandar o Ministério da Infraestrutura. Mesmo após o fim do mandato presidencial, Tarcísio manteve relação próxima com o ex-presidente, inclusive durante o período em que Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar.
Enquanto esteve em prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu o governador paulista em duas ocasiões. Naquele momento, as visitas ocorreram com menos restrições, já que o ex-presidente permanecia em sua residência oficial sob medidas cautelares. A transferência para o regime fechado alterou completamente a dinâmica de contatos externos, exigindo aval do Judiciário para qualquer encontro presencial.
Esta será a primeira visita de Tarcísio a Bolsonaro desde que o ex-presidente tornou público, por meio de uma carta, o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, à Presidência da República. A manifestação escrita do ex-chefe do Executivo teve forte repercussão no meio político e reposicionou o debate sobre o futuro da direita brasileira nas próximas eleições nacionais.
Antes dessa declaração, setores do campo conservador e aliados de Bolsonaro cogitavam o nome de Tarcísio de Freitas como possível candidato da direita à Presidência. O governador de São Paulo aparece com frequência em pesquisas eleitorais como um dos nomes mais competitivos do grupo bolsonarista, sobretudo por administrar o maior estado do país e manter bom diálogo com setores empresariais e do centro político.




