
A montagem da chapa majoritária para as eleições estaduais em Pernambuco ganhou novos capítulos de tensão e articulações de alto nível nos bastidores políticos. Informações indicam que a governadora Raquel Lyra (PSD) foi chamada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, para uma reunião no Palácio do Planalto com o objetivo de “discutir Pernambuco”, o que reforça a movimentação nacional em torno do cenário político do estado.
Ao mesmo tempo, a formação da chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), enfrenta resistências internas, especialmente dentro do PT. A possível entrada da ex-deputada Marília Arraes (PDT) na composição majoritária teria gerado incômodo em setores petistas, que esperavam maior protagonismo na definição da chapa.
A expectativa era de que o anúncio oficial da composição fosse realizado nesta quinta-feira (19). No entanto, a ausência de lideranças importantes do PT, como o senador Humberto Costa e o deputado federal Carlos Veras, acabou criando um impasse e levantando dúvidas sobre a concretização do evento.
Nos bastidores, o clima é de cautela e intensas negociações. A movimentação do Palácio do Planalto, somada às divergências internas na base aliada, evidencia que a definição da chapa ainda está longe de um consenso absoluto.
O cenário aponta para uma disputa cada vez mais complexa, com articulações que envolvem não apenas lideranças locais, mas também o núcleo do governo federal, tornando Pernambuco um dos principais focos políticos do país neste momento.



