
Lula caminha para a derrota porque seu governo não entregou crescimento percebido, não gerou entusiasmo e perdeu o controle político do Congresso. O PT governa sem resultados concretos no bolso do cidadão, enquanto o país convive com violência crescente, avanço do narcotráfico e sensação real de insegurança nas cidades e no campo.
As CPIs do INSS, do Banco Master e a que se anuncia nos Correios formam um tripé explosivo de desgaste contínuo. CPI não precisa de condenação: basta manchete e elas virão semanalmente, corroendo a já frágil credibilidade do governo.
No campo institucional, os escândalos envolvendo o STF aprofundam a crise de confiança entre Poderes. O silêncio complacente do Planalto diante de excessos, decisões controversas e conflitos políticos judicializados passa a ideia de conivência e enfraquece a noção de equilíbrio democrático.
No cenário internacional, Lula está desalinhado. A queda de Maduro, o enfraquecimento de Cuba e a ascensão de Trump empurram o mundo para o lado oposto do discurso lulista. O presidente insiste em flertar com regimes autoritários e se isola diplomaticamente.
Enquanto isso, o agronegócio, motor histórico da economia brasileira, enfrenta insegurança jurídica, hostilidade ideológica e entraves regulatórios. O governo prefere o discurso ao diálogo e transforma quem produz em adversário político, erro grave em ano eleitoral.
A agenda política do PT é dos anos 60, desatualizada, e não deu certo em país nenhum. O tempo põe luz sobre a verdade e revela a hipocrisia, daí o brasileiro hoje já conhece bem os vícios morais da esquerda.
Internamente, o Centrão já não confia no governo e tende a desembarcar. A direita voltou a se organizar, a direita que tem grande força eleitoral deve ter aprendido com seus próprios erros e não será mais ingênua nem intempestiva, enquanto Lula governa com rancor, rejeita a anistia e aposta na polarização permanente, estratégia que cansa o eleitor.
Sem plano B, com idade avançada e rejeição crescente, Lula chega a 2026 sem força política, sem base sólida e sem narrativa de futuro.
E eleição não se vence ignorando a realidade das ruas.
- Jairo Lima é escritor, poeta e artista plástico




