
Uma investigação judicial eleitoral no Cabo de Santo Agostinho está lançando dúvidas sobre a composição da próxima Legislatura. A suplente Bia de Ilda (Avante) protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) na 15ª Zona Eleitoral, acusando a federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) de fraudar a cota de gênero.
A denúncia aponta que o PCdoB teria registrado candidaturas fictícias para cumprir a exigência de 30% de mulheres. Entre os casos suspeitos está o de Nathalia Santos, que recebeu R$ 10.395,09 em recursos partidários. Destes, R$ 6 mil vieram do Diretório Nacional do PCdoB e R$ 4.395,09 do Diretório Estadual. Apesar disso, ela declarou ter usado apenas R$ 3 mil para militância, contratando três pessoas com pagamentos de R$ 1 mil cada.
Se a fraude for confirmada, a federação pode ter todos os votos anulados, colocando em risco os mandatos dos vereadores eleitos Bruno Villar (PCdoB) e Gabi Jerônimo (PT). Além disso, a Súmula 73 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a suspensão dos diplomas de candidatos em casos de irregularidades na cota de gênero, podendo impactar diretamente o equilíbrio político no Legislativo municipal.
A AIJE segue sob análise na Justiça Eleitoral, enquanto os desdobramentos do caso são aguardados com grande expectativa no meio político do município.