
Desde que a nova gestão assumiu a Prefeitura de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, um dos primeiros diagnósticos realizados foi a situação da iluminação pública do município. Segundo a administração municipal, o sistema vinha enfrentando falta de prioridade ao longo dos últimos oito anos, o que resultou em pontos com iluminação insuficiente, manutenção irregular e atraso no processo de modernização da rede.
A partir dessa avaliação, a prefeitura decidiu iniciar o trabalho de modernização da iluminação pública, com a substituição gradual das lâmpadas de vapor por tecnologia LED. O investimento previsto é de aproximadamente R$850 mil (oitocentos e cinquenta mil), destinado à manutenção, melhoria, ampliação e recuperação da rede. O processo licitatório teve início em dezembro de 2025, por meio de pregão eletrônico, com execução prevista ao longo de 2026.
A rede de iluminação pública de Nazaré da Mata está distribuída em todo o perímetro urbano e nas comunidades rurais, atendendo ruas, praças, escadarias, áreas de lazer, espaços institucionais e o entorno de escolas, igrejas e outros equipamentos públicos. Nos últimos anos, a prefeitura registrou aumento na demanda por manutenção e ampliação do serviço, impulsionado pela expansão de loteamentos, pela recuperação de áreas antes não iluminadas e pela maior participação da população no registro de ocorrências por telefone, redes sociais e atendimento presencial.
Segundo a prefeita Aninha da Ferbom, a decisão de priorizar a iluminação pública está diretamente ligada às demandas apresentadas pela população desde o início da gestão. “Enquanto gestora, sou sensível às demandas da população da cidade e da área rural. A iluminação pública impacta diretamente a segurança, o direito de ir e vir e a qualidade de vida das pessoas. Esse era um problema recorrente apontado pelos moradores e precisava ser tratado como prioridade”, afirmou.
De acordo com a atual gestão, a modernização do sistema tem impacto direto na segurança, especialmente no período noturno. A ampliação da luminosidade contribui para a proteção de estudantes, mulheres, trabalhadores e pessoas que circulam à noite para atividades religiosas, educacionais e culturais, além de reduzir áreas escuras e a sensação de insegurança nos bairros.
As lâmpadas de vapor, ainda comuns em muitas cidades brasileiras, apresentam menor eficiência luminosa e vida útil mais curta, que varia, em média, entre 8 mil e 15 mil horas de funcionamento. Elas consomem mais energia, perdem eficiência ao longo do tempo e exigem trocas frequentes, o que eleva os custos de manutenção do sistema público de iluminação.
Já as luminárias de LED possuem vida útil superior a 50 mil horas, reduzindo significativamente a necessidade de substituições e intervenções técnicas. Em termos de consumo, a tecnologia LED permite uma economia média de 40% a 60% de energia elétrica em comparação às lâmpadas de vapor, produzindo mais luz com menor gasto energético.
Do ponto de vista ambiental, a redução do consumo de energia contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa associadas à geração elétrica. Além disso, as lâmpadas de LED não utilizam substâncias tóxicas, como o mercúrio presente em alguns modelos de vapor, o que reduz riscos ambientais no descarte dos equipamentos.
Outro fator considerado no planejamento são as condições climáticas da região. Chuvas intensas e ventos fortes provocam, com frequência, rompimentos de cabos, quedas de estruturas e queima de equipamentos, exigindo reposição ágil de materiais elétricos e manutenção contínua da rede.
Sob a perspectiva da agenda ESG — sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) — a modernização da iluminação pública reúne diferentes frentes de impacto. No eixo ambiental, a economia de energia reduz emissões e o impacto climático. No aspecto social, a melhoria da iluminação amplia a segurança e o acesso aos espaços públicos urbanos e rurais. Já na governança, o investimento sinaliza planejamento, uso mais eficiente dos recursos públicos e a retomada da iluminação pública como prioridade da política urbana do município.




