
O Recife registrou saldo positivo de 842 empregos formais criados no mês de julho deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na tarde desta quarta-feira (27). O saldo de contratações no Recife foi resultado de 19.170 admissões e 18.328 desligamentos, aumentando o estoque de empregos na cidade para 576.508. No acumulado de janeiro a julho, o saldo ficou em 15.908 empregos formais, cerca de 50% do total criado em todo o estado de Pernambuco no período, que foi de 33.057 postos de trabalho.
Com saldo de 601, o setor de Serviços foi o destaque no mês de julho, resultado da diferença de 11.904 contratações com 11.303 desligamentos. O grupo de Construção Civil apresentou desempenho positivo com 242 vagas líquidas, seguido pela Indústria (116). A agropecuária fechou o mês com uma redução líquida de nove vagas, enquanto o Comércio registrou saldo negativo de 108 vagas.
Na análise por gênero, os homens responderam por 74% do saldo de vagas (623), enquanto as mulheres representaram 26% (219).
Quanto à escolaridade, os profissionais com ensino médio completo tiveram o melhor desempenho, com saldo de 971 contratações. Já na análise por faixa etária, o destaque foi para os jovens de 18 a 24 anos, que concentraram 1.087 novos empregos líquidos.
No estado de Pernambuco, o saldo de julho foi de 7.377 empregos formais, resultado de 58.008 admissões e 50.631 desligamentos.
“O CAGED mostra um mês de julho um pouco mais tímido. De toda forma é importante considerar que ele está dentro de um movimento natural da economia. Ressalto aqui o resultado de uma outra fonte de pesquisa, o PNAD. Nele a gente tem um cenário interessante que precisa ser considerado: o PNAD apontou a menor taxa de desemprego nos meses de abril, maio e junho desde 2025. Esses recortes de cenários de empregabilidade na nossa cidade nos ajuda a entender que medidas são interessantes para fomentar o incentivo à geração de empregos”, explica Carlos Andrade Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico.