
O deputado estadual Romero Albuquerque foi vítima, em sessão plenária realizada hoje, de um discurso capacitista proferido pela deputada da base do governo de Raquel Lyra, Socorro Pimentel. Na reunião, Socorro questionou o QI de Romero, demonstrando uma postura discriminatória, desrespeitosa, violenta e sem decoro parlamentar. Ontem, Pimentel já havia dado sinais de clara perseguição política e grande incômodo com o direito de fala do deputado, que usava o microfone quando a deputada chegou a tocar no seu ombro, de forma intimidatória. “Desde ontem, a deputada demonstra atitude hostil comigo, somente pelo fato de eu estar denunciando os sucessivos escândalos de autoritarismo e ilegalidades do governo que ela defende. Uma coisa é ter opiniões opostas, outra coisa é ser desrespeitoso e proferir falas discriminatórias”, disparou Romero.
Ainda ontem, enquanto Romero falava do autoritarismo do governo, Pimentel cercava o deputado que estava ao microfone, quando Romero, de forma respeitosa, sugeriu até mesmo dar o espaço para a deputada falar: “Deputada, eu to com a palavra, se a senhora quiser falar fique à vontade aqui”, disse o deputado. Após Socorro se esquivar, o parlamentar continuou seu discurso: “Eu gostaria que ficasse registrado nos anais dessa casa que a líder do governo Raquel Lyra, após eu acabar de descer dessa tribuna falando de uma ditadura, chega aqui nesse microfone e avisa que vai quebrar o regimento e a partir de amanhã não vai ter mais grande expediente. Isso é um absurdo”, afirmou Romero. O deputado avalia que a postura da governista representa um ato de censura do governo Raquel Lyra que, nas suas palavras, “tem perseguido todos aqueles que questionam, fiscalizam e denunciam as atrocidades cometidas por um governo autoritário e ditatorial”, pontua.
Romero enfatiza, ainda, que hoje a deputada subiu à tribuna para pedir respeito às pessoas com deficiência, porém, minutos depois, não sustentou o próprio discurso e escancarou sua hipocrisia: “Tentou me desqualificar com insinuações sobre QI. É preocupante que a governadora esteja cercada por pessoas racistas, misóginas e, como neste caso, capacitistas, e nunca saiba de nada”, enfatizou Albuquerque.
O parlamentar também afirmou que irá tomar providências legais, já que o tipo de conduta da deputada pode configurar crime de injúria, nos termos da legislação penal brasileira. “A casa legislativa não pode normalizar ofensas travestidas de discurso político. Divergências existem e é normal debatermos ideias, argumentos e propostas, mas sem ataques à dignidade das pessoas. O governo Raquel Lyra pode tentar me perseguir, mas não vai conseguir me silenciar”, finalizou.



